Ensino-aprendizagem das funções sais e óxidos a partir da visita a um espaço não formal de educação na cidade de Campo Formoso, Bahia

Autores

  • José Amilton Souza Colégio Estadual de Pindobaçu https://orcid.org/0009-0004-4970-7549
  • Domingos Sávio Henriques Malta Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Senhor do Bonfim

DOI:

https://doi.org/10.59033/cm.v10i3.1578

Palavras-chave:

Ensino-aprendizagem, Ensino de química, Sal e oxido

Resumo

Na microrregião de Senhor do Bonfim, BA, não existem museus, observatórios, jardins zoobotânicos, entre outros, que possam contribuir com o ensino-aprendizado dos estudantes. Neste sentido, a pesquisa teve como objetivo analisar de que forma alguns espaços institucionais da microrregião de Senhor do Bonfim, BA, que utilizam processos químicos e que possuem grande potencial como espaço não formal de educação, tais como: fábrica de cimento e projetos de agricultura familiar de hortifrutigranjeiros, contribuem no ensino e aprendizado das funções sais e óxidos aos alunos do segundo ano do Ensino Médio Regular da Unidade Escolar Colégio Estadual de Pindobaçu, BA. Foi realizada uma visita à Fábrica de cimento INTERCEMENT, na cidade de Campo Formoso - BA. Vinte e nove alunos do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual de Pindobaçu participaram das visitas. Utilizando como ferramenta o Método de Lembrança Estimulada (MLE) aplicaram-se questionários por meio de questões abertas. As visitas orientadas a estes espaços não formais de educação não se demonstraram eficazes para contribuir no ensino e aprendizado dos conteúdos de química, a saber: Sal e Óxido, a estes alunos. Conforme a interpretação das leituras realizadas da teoria da aprendizagem, na perspectiva histórico-cultural de Vygotsky e, na formação do pensamento teórico de Dadidov, as visitas aos espaços não formais de educação não contribuíram para o ensino e o aprendizado das funções sais e óxidos, pois os alunos não conseguiram correlacionar a teoria química destas funções inorgânicas, estudada em sala de aula, com os exemplos práticos contextualizados e observados nas visitas a estes espaços não formais de educação. Observou-se que os alunos foram muito simplistas e nominativos em suas respostas, muito sintetizadas, não ampliando ou expandindo suas escritas que deveriam correlacionar a teoria estudada em sala com os conhecimentos obtidos durante a visita técnica.

Biografia do Autor

  • José Amilton Souza, Colégio Estadual de Pindobaçu

    Licenciado em Biologia pelo Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Especialista em Metodologia do Ensino de Química para o Ensino Médio/IF Baiano, Campus Senhor do Bonfim, Especialista em Gestão Ambiental pela Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO, Especialista em Gestão Ambiental, Especialista em Auditoria e Perícia Ambiental - Universidade Gama Filho – UGF. Professor das disciplinas Química e Biologia do Colégio Estadual de Pindobaçu

  • Domingos Sávio Henriques Malta, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Senhor do Bonfim

    Doutor em Génie des Procédés - Institut National Polytechnique de Lorraine - École Nationale Supérieure des Industries Chimiques INPL - ENSIC. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Senhor do Bonfim. 

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Publicado

2026-02-11

Como Citar

Ensino-aprendizagem das funções sais e óxidos a partir da visita a um espaço não formal de educação na cidade de Campo Formoso, Bahia. (2026). Cadernos Macambira, 10(3), e010031578. https://doi.org/10.59033/cm.v10i3.1578