Desempenho vegetativo da moringa sob diferentes doses do biofertilizante

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59033/cm.v10i2.1734

Palavras-chave:

Biofertilizante, Agroecológico, Moringa oleifera Lam

Resumo

A moringa (Moringa oleifera Lam.), conhecida popularmente como lírio branco, é uma espécie nativa da Índia que pode atingir 8 metros de altura. No Brasil, é considerada uma espécie arbórea exótica que se adaptou satisfatoriamente às condições edafoclimáticas do semiárido nordestino. Devido à sua rica composição em vitaminas e sais minerais, a moringa possui uma variedade imensa de usos, sendo considerada uma possível solução para o combate à fome, tanto humana quanto animal. Sua adaptabilidade a solos de baixa fertilidade é uma característica importante, embora apresente melhor resposta na presença de adubação, principalmente nitrogenada. Nesse contexto, os biofertilizantes surgem como uma alternativa promissora. Esses adubos líquidos, formados pela decomposição de matéria orgânica (como estercos e resíduos de plantas) em um processo de fermentação aeróbica ou anaeróbica, podem ser uma solução para melhorar o crescimento da planta. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho vegetativo da moringa sob diferentes doses de biofertilizante líquido aplicado ao solo, buscando identificar a dose mais eficiente para promover o crescimento da planta. O experimento foi conduzido no Setor de Agricultura do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Baiano – Campus Guanambi. A implantação do experimento seguiu um delineamento inteiramente casualizado, com 5 tratamentos e 8 repetições, totalizando 40 unidades experimentais. Os tratamentos utilizados foram: T1 (testemunha, zero dose de biofertilizante), T2 (25 mL), T3 (50 mL), T4 (100 mL) e T5 (200 mL), com o biofertilizante produzido no próprio local. As variáveis avaliadas foram: massa fresca das raízes e da parte aérea, diâmetro e comprimento da planta. O plantio das mudas foi realizado em copos plásticos de 10x06 cm preenchidos com solo de barranco e, após 15 dias da germinação, foram transplantadas para a área experimental. A aplicação do biofertilizante foi feita semanalmente entre 12 de maio e 10 de julho de 2025. Os resultados foram submetidos ao programa estatístico R e à análise de variância a 5% de significância. Como resultado, não houve efeitos significativos em nenhum dos tratamentos em relação à testemunha. A média geral para as variáveis avaliadas foi de 53,95 cm para o comprimento da planta, 53,59 cm para a massa fresca da parte aérea, 37,71 cm para o diâmetro e 19,55 cm para a massa fresca das raízes. Independentemente da dose aplicada de biofertilizante, a resposta da planta foi a mesma em todas as repetições. Diante desses resultados, são necessários novos estudos sobre a utilização do biofertilizante na moringa.

Biografia do Autor

  • José Vando Carvalho de Pinho, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano Campus Baiano

    Graduando em Engenharia Agronômica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi. 

  • Andressa Santos Silva, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano Campus Baiano

    Graduanda em Engenharia Agronômica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi

  • Aline Neves Saraiva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi

    Graduanda em Engenharia Agronômica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi

  • Daniele Pereira Teixeira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi 

    Graduanda em Engenharia Agronômica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi 

  • Felizarda Viana Bebé, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi

    Doutora em Ciências do Solo pela Universidade Rural de Pernambuco. Professora do Instituto Federal Baiano – Campus Guanambi.

Referências

Ver arquivo

Publicado

2025-12-31

Como Citar

Desempenho vegetativo da moringa sob diferentes doses do biofertilizante. (2025). Cadernos Macambira, 10(2), e010021734. https://doi.org/10.59033/cm.v10i2.1734