Caminhos do semiárido: paisagens sertanejas e reflexões agroecológicas em movimento
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v10i1.1753Palavras-chave:
Ecossistemas semiáridos, Educação Ambiental, Relevo, ErosãoResumo
O presente relato de experiência descreve uma atividade formativa realizada no Semiárido baiano, no trajeto entre Juazeiro, Jaguarari e Senhor do Bonfim. O objetivo foi compreender, in loco, as transformações das paisagens semiáridas e refletir sobre seus efeitos nos sistemas agroalimentares, considerando a relação entre relevo, clima, vegetação e uso do solo. A metodologia adotada foi a excursão linear, estratégia pedagógica que possibilita a leitura crítica da paisagem em escala real. Durante o percurso, foram feitas medições e anotações sistemáticas de temperatura do ar, pressão atmosférica, temperatura do solo e altitude, discutidas em campo mediante a comparação dos dados coletados. Além disso, foi feito registro fotográfico e observação em paradas estratégicas ao longo do percurso. As paradas, rendiam debates entre docentes e discentes sobre a paisagem observada, os dados obtidos nas medições e a contextualização das paisagens visíveis. Como resultados, a atividade proporcionou aos participantes uma leitura crítica e integrada do território, valorizando o semiárido como espaço dinâmico, diverso e em constante transformação. Destacou-se a importância da agroecologia como base para práticas sustentáveis, capazes de dialogar com as especificidades locais e contribuir para uma educação ambiental sustentável e contextualizada. A experiência integrou ciência, natureza e comunidade em um processo educativo ativo, demonstrando o potencial da excursão linear como ferramenta pedagógica para compreender a complexidade socioambiental do Sertão.
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