Caminhos do semiárido: paisagens sertanejas e reflexões agroecológicas em movimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59033/cm.v10i1.1753

Palavras-chave:

Ecossistemas semiáridos, Educação Ambiental, Relevo, Erosão

Resumo

O presente relato de experiência descreve uma atividade formativa realizada no Semiárido baiano, no trajeto entre Juazeiro, Jaguarari e Senhor do Bonfim. O objetivo foi compreender, in loco, as transformações das paisagens semiáridas e refletir sobre seus efeitos nos sistemas agroalimentares, considerando a relação entre relevo, clima, vegetação e uso do solo. A metodologia adotada foi a excursão linear, estratégia pedagógica que possibilita a leitura crítica da paisagem em escala real. Durante o percurso, foram feitas medições e anotações sistemáticas de temperatura do ar, pressão atmosférica, temperatura do solo e altitude, discutidas em campo mediante a comparação dos dados coletados. Além disso, foi feito registro fotográfico e observação em paradas estratégicas ao longo do percurso. As paradas, rendiam debates entre docentes e discentes sobre a paisagem observada, os dados obtidos nas medições e a contextualização das paisagens visíveis. Como resultados, a atividade proporcionou aos participantes uma leitura crítica e integrada do território, valorizando o semiárido como espaço dinâmico, diverso e em constante transformação. Destacou-se a importância da agroecologia como base para práticas sustentáveis, capazes de dialogar com as especificidades locais e contribuir para uma educação ambiental sustentável e contextualizada. A experiência integrou ciência, natureza e comunidade em um processo educativo ativo, demonstrando o potencial da excursão linear como ferramenta pedagógica para compreender a complexidade socioambiental do Sertão.

Biografia do Autor

  • Murilo Melo Christino, Universidade do Estado da Bahia - Uneb - Campus III

    Licenciado em Ciências Biológicas, UNEB-Campus VII e bolsista de Iniciação Científica (PICIN - FAPESB - 2009/2010). Bacharel em Optometria pela Universidade de Saúde de Paulista - FASUP. Escritor, poeta e fotógrafo Premiado. Pós-graduado em Ciências Ambientais e Análise Ambiental pela Universidade Estácio de Sá. Pós-graduado em Saúde Ambiental e Saneamento em Comunidades Rurais pela UNIVASF. Mestre em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB (Campus III). Atualmente está cursando pós-graduações em Desenvolvimento Sustentável no Semiárido com Ênfase em Recursos Hídricos pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Baiano - IF BAIANO (Campus Senhor do Bonfim) e doutorando do Programa de Pós-graduação em Agroecologia e desenvolvimento territorial - PPGADT - UNEB(Campus III).

  • Lucivânio Jatobá, Prof. Associado Aposentado do DCG/ Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

    Possui graduação em Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (1975), mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (1983) e doutorado em Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente- pela Universidade Federal de Pernambuco (2017). Atualmente é colaborador da Universidade do Programa de Pós-Graduação Vale do São Francisco, colaborador da Universidade Federal do Vale do São Francisco, professor associado ( aposentado) da Universidade Federal de Pernambuco, Docente Permanente do Curso de Mestrado em Ensino de Ciências Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco, Professor Colaborador do curso de Doutorado em Agroecologia e Desenvolvimento Trritorial da UNEB, Juazeiro-BA. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Agroecologia, Ensino de Geografia, Climatologia, Geomorfologia, Geografia Física e bancas examinadoras de Mestrados e Doutorados, além de participar de Bancas de Seleção para Concursos públicos.. Desde 2024, vem participando, como docente, do doutorado em Agroecologia do PADT da UNEB, Campus de Juazeiro, BA. 

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Publicado

2026-01-27

Edição

Seção

Relatos de Experiências

Como Citar

Caminhos do semiárido: paisagens sertanejas e reflexões agroecológicas em movimento. (2026). Cadernos Macambira, 10(1), e010011753. https://doi.org/10.59033/cm.v10i1.1753