Educação ambiental e crise hídrica: sequência didática no ensino médio como caminho para o pensamento crítico
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v11i2.1856Palavras-chave:
Aprendizagem, Bem-estar estudantil, Carga horária, Educação integral, Ensino médio técnicoResumo
A crise hídrica, intensificada por fatores ambientais, sociais e econômicos, constitui um dos maiores desafios contemporâneos e exige uma abordagem educativa crítica que vai além da simples exposição de informações. Nesse contexto, a Educação Ambiental Crítica (EAC) apresenta-se como um caminho para estimular a reflexão e a responsabilidade socioambiental entre os estudantes. Desse modo, o trabalho teve como objetivo analisar a percepção de alunos do 3º ano do Ensino Médio sobre a crise hídrica antes e após a aplicação de uma sequência didática, verificando em que medida essa intervenção contribuiu para o desenvolvimento do pensamento crítico. A metodologia adotou abordagem qualitativa, por meio de uma sequência didática estruturada em quatro etapas: distribuição da água no Nordeste; propriedades físico-químicas, fenômenos naturais (Rios Voadores, El Niño/La Niña) e interferências humanas. As atividades integraram músicas, charges, mapas, gráficos e discussões, sendo os dados analisados pela técnica de análise de conteúdo. Os resultados mostraram diferenças entre alunos de contextos urbanos e rurais, com visões globais e locais, respectivamente, e evidenciaram a evolução das concepções, que passaram de perspectivas pragmáticas para uma compreensão crítica e integrada. Concluiu-se, portanto, que a EAC, articulada a metodologias problematizadoras e participativas, favoreceu o engajamento, a autonomia e a consciência crítica, fortalecendo a escola como espaço de transformação socioambiental.
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