Uso de resíduos sólidos de biofertilizante líquido como componente de substrato na produção de mudas de tomate perinha
Palavras-chave:
Agricultura, Agroecologia, ViveiroResumo
O tomate (Lycopersicon esculentum Mill.) é uma das hortaliças mais consumidas no mundo e uma das mais produzidas no Brasil, o desenvolvimento na fase inicial do tomateiro impacta diretamente a produtividade da cultura, tornando crucial a produção mudas de qualidade. Paralelamente, os viveiristas estão investigando métodos para reduzir ou substituir o uso de insumos industriais, visando aumentar a independência e melhorar a margem econômica. Assim, torna-se indispensável o uso de substratos alternativos que garantam a germinação das sementes e o crescimento saudável das plantas. Este trabalho teve como objetivo avaliar o crescimento de mudas plantadas em diferentes combinações de substrato comercial com níveis introdutórios de resíduos sólidos de biofertilizante em mudas de tomate tipo perinha. O experimento foi realizado em viveiro no IF Baiano – Campus Guanambi. As sementes foram plantadas em bandejas plásticas de 114 células com 50cm3 cada, preenchidas com substrato comercial Carolina Soil® combinado a introdução de resíduos sólidos do biofertilizante líquido desenvolvido por Felizarda Bebé. O resíduo foi obtido após a utilização da parte liquida do biofertilizante, sendo seco em lona plástica exposta ao sol por 5 dias. Os tratamentos foram com 0% (T0), 10% (T1), 20% (T2), 30% (T3), 40% (T4) e 50% (T5) de introdução dos resíduos em relação ao substrato comercial, com 19 plantas por tratamento. Aos 25 dias após plantio (DAP) foram avaliadas a altura da planta, comprimento de raízes, massa fresca de raízes e massa fresca de parte aérea, com auxílio de paquímetro e balança de precisão. Após a análise estatística dos resultados obtidos, foi observado que para as variáveis de massa fresca de raízes e comprimento de raízes os valores não apresentaram variações significativas, indicando que os tratamentos não diferiram entre si. Para a variável altura da planta, os tratamentos T2 e T3 apresentaram os melhores resultados, com T4 e T5 não diferindo de T1, T2 e T3, e T1 não diferindo de T0. Para a massa fresca da parte aérea observou-se que os tratamentos T2, T4 e T5 obtiveram os maiores valores, com T3 não diferindo dos anteriores, e T1 não diferindo de T3 e de T0. Tendo em vista os resultados apresentados é possível afirmar que o uso do resíduo de biofertilizante não influenciou no desenvolvimento das raízes da planta, porém, foi eficiente no crescimento e desenvolvimento da parte aérea, com o tratamento T2 apresentando os melhores resultados devido à baixa dosagem e alta eficiência, entretanto, dada a disponibilidade dos materiais, é viável a utilização do composto com até 50% de resíduo do biofertilizante. Diante de tudo que foi visto nota-se que o uso do resíduo de biofertilizante em proporções adequadas pode ser uma excelente alternativa para melhorar o crescimento inicial de mudas de tomate perinha.
Referências
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