Fornecimento de nutrientes para tomateiro adubado com biofertilizante

Autores

  • Maria Regina Ferreira Alves Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi
  • Aline Novaes de Souza Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi
  • Daniele Guimarães Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi
  • Felizarda Viana Bebé IF Baiano Campus Guanambi

Palavras-chave:

Tomateiro, Produção orgânica, Manejo ecológico

Resumo

O objetivo do trabalho foi avaliar a produção agroecológica de mudas de tomate utilizando biofertilizante. O experimento foi instalado em casa de vegetação no Setor de Agricultura do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi, situado na zona rural do distrito de Ceraíma. Utilizou-se substrato alternativo em vasos de 5 L, semeando 3 sementes de tomate cereja por vaso, com desbaste após 7 dias. Foi utilizado o delineamento inteiramente com cinco tratamentos (T0: controle; T1: 5 ml; T2: 10 ml; T4: 15 ml; T5: 20 ml de biofertilizante) e quatro repetições. Avaliaram-se 30 dias após semeadura (DAS) diâmetro do caule, altura, número de folhas, massa seca da parte aérea e raiz, vigor das plântulas (sendo aferido uma nota: 1-vigorosa; 2-intermediária; 3-menor vigor). Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativas, as médias foram agrupadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. As análises foram realizadas utilizando o pacote estatístico SISVAR. Os resultados indicam que as concentrações de biofertilizante influenciaram positivamente o desenvolvimento das plântulas, com melhorias observadas no diâmetro do caule e vigor das plantas em tratamentos com maiores doses de biofertilizante. O diâmetro do caule foi influenciado pelas interações dos diferentes tipos de compostos orgânicos, aos 30 DAS, os T1 e T2 apresentaram os maiores diâmetros. O T2 se destacou apresentando o maior valor médio de altura das plantas (30 DAS). Para a variável número de folhas não houve diferença significativa, na avaliação realizada aos 30 DAS. Os T1 e T2 apresentaram vigor 1, T3 e T4 vigor 2 e T0 vigor 3. Para as variáveis massa seca da parte aérea e da raiz houve diferença significativa entre os tratamentos, e o T2 destacou-se dos demais tratamentos apresentando os maiores valores médios. O melhor resultado mostrou-se promissor para a produção agroecológica de mudas de tomate cereja sob aplicação de 10% de biofertilizante (T2). Conclui-se que o uso de biofertilizantes pode ser uma alternativa viável para aumentar a produtividade de mudas de tomate cereja, especialmente em condições de cultivo orgânico.

Biografia do Autor

Maria Regina Ferreira Alves, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

Graduanda em Engenharia Agronômica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

Aline Novaes de Souza, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

Graduanda em Engenharia Agronômica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

Daniele Guimarães, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

Graduanda em Engenharia Agronômica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi.

Felizarda Viana Bebé, IF Baiano Campus Guanambi

Doutora em Ciência do Solo pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Professora, pesquisadora e Coordenadora de Pesquisa do IF Baiano Campus Guanambi.

Referências

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Publicado

2025-02-24

Como Citar

Alves, M. R. F., Souza, A. N. de, Guimarães, D., & Bebé, F. V. (2025). Fornecimento de nutrientes para tomateiro adubado com biofertilizante. Cadernos Macambira, 9(4), 304–305. Recuperado de https://revista.lapprudes.net/CM/article/view/1632