Reposta do feijão-caupi (Vigna unguiculata L.) submetido a diferentes doses de vinhaça
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v10i2.1710Keywords:
Feijoeiro, Adubação orgânica, ProdutividadeAbstract
O feijão caupi, destaca-se como uma cultura de grande importância socioeconômica, sendo a principal fonte de proteína vegetal para a maior parte da população. A exploração econômica do feijão caupi é realizada por diversos tipos de produtores, em várias regiões do país com diferentes níveis tecnológicos. A agricultura familiar é apontada como a grande responsável pelo cultivo do feijão no Brasil e na maioria das vezes aliada a produção orgânica. O emprego de compostos orgânicos na produção agrícola é uma prática adotada no mundo inteiro e a eficiência da adubação orgânica depende do sistema e da forma como se executa o processo de preparo do mesmo e do tipo de matéria prima utilizada, podendo ocorrer elevadas variações de qualidade. Os efeitos positivos da adubação orgânica devem-se não somente ao fornecimento de nutrientes, mas também a sua atuação na melhoria na estrutura física, na matéria orgânica e na capacidade de trocas de cátions, resultando em disponibilidade de nutrientes por um maior período. Assim, o emprego de adubos orgânicos como os biofertilizantes são uma boa alternativa à adubação convencional quando esta é onerosa, podendo proporcionar aumento de produtividade e reduzir o custo com fertilizantes. O presente trabalho objetivou testar doses de vinhaça que é um resíduo da produção da cachaça (álcool), sendo um adubo rico em minerais, principalmente em potássio. O delineamento experimental utilizado foi delineamento em blocos casualizados (DBC) contendo os tratamentos: Testemunha (sem aplicação), T2 (50 m3 ha-1), T3(100 m3 ha-1), T4 (200 m3 ha-1) instalados em esquema de parcelas contendo 4 linhas de 5 metros com espaçamento de 0,85 m e 0,2 m entre plantas (3 plantas por cova), com três repetições. Os tratamentos consistiram em quatro doses de vinhaça (0, 50, 100 e 200 m3 ha-1); Além da adubação com vinhaça também utilizou biofertilizante, sendo a mesma quantidade para todos os tratamentos; e chá de moringa, totalizando 3 aplicações durante todo o experimento. Após 61° dias da instalação do experimento avaliou-se a produtividade por meio de uma estimativa, as amostras foram coletadas em campo e levadas para o laboratório e adicionadas em uma estufa vegetal onde ficaram 24 horas a 65 °C, para assim fazer a aferição da massa de 1000 grãos para a estimativa de produtividade, através das fórmulas: Produtividade(g/ha) = (Plantas por hectare) × (Vagens por planta) × (Grãos por vagem) × (PMS/1000); Produtividade (sacas/ha) = Produtividade (g/ha) /60000. Conseguinte, após a aferição dos dados obtidos foi possível observar que os tratamentos não tiveram diferenças significativas para as doses de vinhaça. Com isso, é necessário um estudo mais aprofundando com doses mais elevadas que a T4, que foi a maior dose utilizada em nosso experimento.
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