ChemSketch e reações químicas sustentabilidade: uma oficina do PIBID com rotação por estações na semana do meio ambiente
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v11i2.1971Keywords:
Ensino de Química , Metodologias ativas, Quimica verde, Tecnologias digitaisAbstract
O uso de tecnologias digitais no ensino de Química tem se mostrado uma alternativa eficaz para construir aulas mais acessíveis, dinâmicas e interativas. O presente trabalho apresenta uma intervenção pedagógica realizada por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) durante o evento VIII Meio Ambiente em Discussão do Instituto Federal Baiano - Campus Guanambi, tendo como objetivo promover uma oficina capaz de integrar tecnologias digitais ao estudo de reações químicas e sustentabilidade. A metodologia adotada baseou-se na estratégia ativa de rotação por estações, pertencente ao modelo de ensino híbrido, que organiza a sala em diferentes espaços de aprendizagem, permitindo aos alunos vivenciarem diversas formas de aprender por meio de atividades práticas, digitais e colaborativas, favorecendo a personalização e o protagonismo no processo educativo. Desse modo, a 1ª estação, realizada no laboratório de informática, consistiu na introdução ao software ChemSketch, com explicações sobre cadeias e reações químicas, orientando os participantes a desenharem as moléculas relacionadas às práticas experimentais, como a extração da essência de banana (acetato de isoamila) e de menta (salicilato de metila), além das estruturas envolvidas na produção de bioplástico (polímero). O uso do ChemSketch mostrou-se eficiente para a aprendizagem, por facilitar a visualização das estruturas moleculares e o entendimento das reações químicas. Já a 2ª estação, conduzida no laboratório de Química Orgânica, abordou reações químicas e os 12 (doze) princípios da Química Verde, enfatizando sua importância em processos sustentáveis e o surgimento do bioplástico como alternativa ecológica. Durante as práticas, especialmente na etapa que envolveu o uso de metanol, foi realizada a manipulação sob capela química, com o uso obrigatório de equipamentos de segurança (óculos, jaleco e luvas), a fim de evitar a inalação dos vapores e garantir a segurança dos participantes. Em seguida, os participantes realizaram a síntese das essências e a produção do bioplástico, utilizando materiais acessíveis. Os resultados indicaram que o uso do ChemSketch facilitou a visualização das estruturas moleculares, contemplando o entendimento das reações químicas e sua interação com o meio ambiente, enquanto a prática experimental favoreceu a integração entre teoria, sustentabilidade e aplicação. Conclui-se que a proposta, ao integrar tecnologias digitais e metodologias ativas, contribuiu para o engajamento e aprendizagem significativa dos participantes. Como proposta para trabalhos futuros, sugere-se a ampliação da oficina para outras temáticas, como o desenvolvimento de materiais didáticos digitais que complementem as atividades cotidianas.
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