Avaliação da eficácia de óleos essenciais para controle de Staphylococcus aureus causadora da mastite bovina
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v10i4.1771Palabras clave:
Tratamento alternativo, Antimicrobiano, Qualidade do leite, Orégano, MelaleucaResumen
O leite e seus derivados constituem alimentos de elevado valor nutricional, sendo essenciais para a manutenção da saúde humana. No entanto, a qualidade do leite pode ser comprometida por falhas no manejo e pela ocorrência de mastite bovina, frequentemente associada à Staphylococcus aureus. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar in vitro a susceptibilidade de isolados de Staphylococcus sp., de origem bovina, frente aos OEs extraídos de Orégano (Origanum vulgare) e Melaleuca (Melaleuca alternifolia), sendo analisada previamente a qualidade físico-química e microbiológica do leite de propriedades leiteiras da microrregião de Guanambi – BA. Para tanto, foram selecionadas três propriedades, onde se coletaram amostras de 500 mL de leite em frascos estéreis, entre 6h e 9h da manhã, adotando-se cuidados de assepsia dos tetos e descarte dos primeiros jatos. As amostras foram identificadas, armazenadas em caixas isotérmicas com gelo e encaminhadas ao Laboratório de Microbiologia do IF Baiano – Campus Guanambi, permanecendo refrigeradas a 4°C. Paralelamente, foi aplicado questionário aos produtores, permitindo levantar informações sobre manejo, frequência de verificações sanitárias, assistência técnica disponível e condições gerais de criação. O diagnóstico de mastite subclínica foi realizado pelo teste de CMT (Califórnia Mastite Test), que tem como principal função indicar a contagem de células somáticas no leite, enquanto análises físico-químicas do leite foram conduzidas em analisador automático, avaliando gordura, proteína, lactose, sólidos totais, densidade, crioscopia e pH. As análises microbiológicas incluíram contagem de UFC/mL de bactérias mesófilas, psicrotróficas e S. aureus, bem como coliformes totais e termotolerantes. O isolamento de S. aureus foi confirmado por coloração de Gram, teste da catalase e fermentação em ágar manitol-sal. Os resultados provenientes do questionário aplicado mostraram predominância de ordenha manual (66,7%) e ausência de acompanhamento técnico (66,7%), refletindo lacunas no manejo sanitário. As análises físico-químicas do leite indicaram valores semelhantes entre propriedades, sem adição de água, enquanto as análises microbiológicas evidenciaram presença de S. aureus e mesófilos em todas as amostras, com maiores contagens na Fazenda A, onde também foi registrada mastite clínica e elevada contagem de células somáticas (1194³/CM³). No ensaio in vitro, o óleo essencial de melaleuca não apresentou atividade antimicrobiana, enquanto o de orégano inibiu totalmente o crescimento de S. aureus em todas as concentrações testadas, efeito atribuído à ação do carvacrol, seu principal composto ativo. Dessa forma, conclui-se que o óleo essencial de orégano constitui alternativa promissora ao uso de antibióticos convencionais no controle de S. aureus em leite bovino, enquanto o óleo de melaleuca mostrou-se ineficaz nas condições testadas. Além disso, os dados de campo evidenciam falhas no manejo sanitário, ressaltando a necessidade de adoção de boas práticas de produção para garantir a qualidade do leite e a saúde do rebanho.
Referencias
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