Entre ilustrações e ferrões: a arte como estratégia educativa para convivência segura com artrópodes peçonhentos do Alto Sertão

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.59033/cm.v10i4.1788

Palabras clave:

Artrópodes peçonhentos, Metodologia artística, Prevenção de acidentes

Resumen

O projeto “Artrópodes ‘perigosos’ do Alto Sertão: ressignificar uma convivência possível” tem como proposta promover o conhecimento sobre os artrópodes considerados peçonhentos do semiárido brasileiro, em especial na região de Guanambi/BA. Animais como escorpiões, aranhas, abelhas, vespas, centopeias e piolhos-de-cobra desempenham papéis ecológicos importantes, como o controle de populações de outros organismos, mas são vistos apenas como ameaças devido ao risco de acidentes. Esse desconhecimento gera medo e leva muitas vezes à eliminação indiscriminada dessas espécies, prejudicando a biodiversidade local. A iniciativa busca unir alfabetização científica e educação ambiental como ferramentas de transformação social, incentivando estudantes do Ensino Básico, anos finais do Fundamental, a compreender melhor as características, hábitos e funções desses animais, obtendo assim informações necessárias para prevenção de possíveis futuros acidentes. A primeira oficina ocorreu durante duas aulas em uma turma de 9º ano na Escola Municipal Dr. José Bastos, onde foi desenvolvida com duas etapas principais. A primeira consiste em uma aula expositiva dialogada, com apoio de recursos visuais, abordando aspectos como identificação, biologia, prevenção de acidentes e primeiros socorros. A segunda etapa teve caráter artístico, estimulando o desenvolvimento de um olhar investigativo e sensível, no qual os estudantes foram convidados a elaborar ilustrações baseados em imagens reais e em espécimes fixados, de modo a identificar e representar estruturas morfológicas específicas, como quelíceras, antenas e ferrões integrando a observação científica com a expressão artística, favorecendo a compreensão dos artrópodes de maneira mais significativa e participativa. A atividade visa estimular os alunos a observar com mais atenção e aprender de forma prática, ajudando a enxergar esses animais com menos medo e de um jeito mais positivo. Além disso, espera-se que os estudantes passem adiante o conhecimento adquirido para suas famílias e comunidades, ampliando o alcance da proposta. Os resultados parciais da primeira oficina indicaram forte envolvimento dos alunos com as ilustrações, evidenciando empenho na execução da proposta. A maioria conseguiu identificar corretamente os artrópodes, reconhecer as estruturas inoculadoras de veneno e diferenciar a quantidade de pernas característica de cada grupo. A observação dos espécimes despertou curiosidade, resultando em grande número de perguntas e elevado engajamento durante a atividade. A oficina mostrou-se eficiente no alcance de seus objetivos, uma vez que os estudantes, sobretudo por meio das ilustrações, desenvolveram maior atenção às estruturas morfológicas, adquirindo conhecimentos essenciais para identificar artrópodes em situações de acidente. Conclui-se que a integração entre arte e ciência potencializa a alfabetização científica, fortalece a educação ambiental e contribui para a prevenção de acidentes, favorecendo uma convivência mais segura e consciente com os artrópodes peçonhentos do semiárido. 

Biografía del autor/a

  • Jéssica Manuelle Oliveira Brito, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano. Instituto Federal Baiano

    Graduanda em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

  • Merhy Castro da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

    Graduanda em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi.

  • Ianna Teixeira Tomaz, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

    Graduanda em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi.

  • Naeli dos Santos Cotrim , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi

    Graduanda em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Guanambi.

  • Wellington Donizet Ferreira , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi

    Doutor em entomologia pela Universidade federal de Lavras. Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Campus Guanambi.

Referencias

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Publicado

2026-02-26

Cómo citar

Entre ilustrações e ferrões: a arte como estratégia educativa para convivência segura com artrópodes peçonhentos do Alto Sertão. (2026). Cadernos Macambira, 10(4), e010041788. https://doi.org/10.59033/cm.v10i4.1788