Desigualdade social no contexto escolar: pesquisa com estudantes do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v11i2.1933Palabras clave:
Equidade Social, Educação, Desigualdade Étnico-racialResumen
Os fatores socioeconômicos, raciais e estruturais impactam a trajetória dos estudantes, revelando os desafios enfrentados pela juventude. Este trabalho teve como objetivo a análise da desigualdade social no ambiente escolar dos estudantes do 1o. e 3o. anos do Ensino Médio, do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, elaborado com a finalidade de participar da 5ª Feira de Conhecimento. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário aplicado via Google Forms, respondido de forma anônima por 28 alunos do Ensino Médio, entre o 1º e o 3º ano. O instrumento contou com 13 perguntas relacionadas à desigualdade social, em especial no espaço escolar. As respostas foram sistematizadas em gráficos e tabelas, possibilitando a análise quantitativa e qualitativa dos dados. Os resultados revelaram um perfil marcado por vulnerabilidade social e desigualdades históricas. A maioria dos participantes são do sexo feminino (60,7%) e se autodeclaram negros (71,4%, entre pretos e pardos). Predominou a faixa etária de 15 a 17 anos, o que destacou a importância de políticas específicas para jovens em fase de intensas transformações pessoais, acadêmicas e sociais. No aspecto socioeconômico, os dados foram expressivos: 89% dos estudantes afirmaram pertencer a famílias de baixa renda; 53,6% dizem receber benefícios governamentais; e 21,4% não possuem acesso a saneamento básico, índice semelhante ao retratado pelo Censo 2022. Tais condições demonstraram como a precariedade de moradia e a falta de serviços essenciais podem repercutir negativamente no desempenho escolar e na saúde dos estudantes. Quanto ao acesso a recursos tecnológicos, 92,9% afirmaram possuir internet em casa, mas 89,3% disseram não ter computador. Esse dado evidenciou que a conectividade, por si só, não garante inclusão digital, já que a ausência de equipamentos adequados limita a participação em aulas remotas, a realização de pesquisas e o desenvolvimento de competências digitais fundamentais na sociedade contemporânea. O ambiente escolar também refletiu desigualdades e práticas discriminatórias, com 42,9% dos estudantes relatando já ter sofrido discriminação dentro da escola. Esse índice ressaltou a necessidade urgente de políticas pedagógicas antidiscriminatórias e de ações que promovam o respeito às diversidades étnico-raciais, de gênero e socioeconômicas. Um espaço educacional inclusivo e democrático é essencial para garantir o pleno desenvolvimento dos jovens. Diante desses dados, conclui-se que os estudantes investigados representam uma realidade que extrapola os limites da instituição pesquisada, refletindo as condições de muitos jovens baianos e brasileiros. O estudo ressalta a urgência de um olhar mais atento às necessidades sociais, educacionais e tecnológicas dos estudantes de modo a garantir condições de permanência e sucesso escolar. Paralelamente, é responsabilidade das famílias oferecer apoio e acompanhamento na trajetória educacional dos jovens. Somente por meio da articulação entre Escola, Estado e Família será possível promover equidade social e educacional, assegurando aos estudantes um ambiente que favoreça tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento humano integral.
Referencias
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