Utilização do hibisco (Hibiscus sabdariffa) como indicador natural de pH
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v11i2.1976Palabras clave:
Ensino de química, Flor, SustentabilidadeResumen
Este trabalho explora a utilização do hibisco (Hibiscus sabdariffa) como indicador natural de pH, destacando sua relevância no ensino de química em escolas que não possuem laboratórios. A proposta surge da necessidade de desenvolver experimentos acessíveis, sustentáveis e seguros, que permitam aos estudantes compreender conceitos de ácidos e bases por meio da observação prática das mudanças de cor. O objetivo foi observar o comportamento do extrato de hibisco em diferentes valores de pH, verificando sua eficiência como indicador natural. Para isso, foram utilizadas flores desidratadas de hibisco, pesadas em aproximadamente 15 g, e imersas em 300 mL de álcool 70% e então maceradas. A mistura permaneceu em repouso por 24 horas, sendo posteriormente filtrada para obtenção do extrato. O pH natural do hibisco foi medido utilizando um pHmetro, apresentando um valor aproximado de 2,95. Em seguida, o extrato foi submetido à adição de soluções ácidas, ácido clorídrico (HCl), e básicas, hidróxido de sódio (NaOH), virando o pH de 1 a 14. Durante esse processo, observaram-se mudanças graduais na coloração, indo de tons avermelhados, em soluções ácidas, até tonalidades esverdeadas, em soluções básicas. Além disso, o extrato foi testado em NaOH, HCl e diferentes substâncias do cotidiano, como caldo de cana, vinagre, suco de limão e bicarbonato de sódio. Verificou-se que o hibisco manteve tonalidade rosa-avermelhada em soluções ácidas, adquiriu coloração azul em bicarbonato e verde em NaOH, demonstrando sensibilidade a variações de pH. Observou-se, ainda, que o indicador natural é mais eficiente na detecção de substâncias com pH superior a 7, onde as mudanças de cor se tornam mais visíveis. Concluiu-se que o hibisco é um material viável para experimentos didáticos por ser de baixo custo, fácil obtenção e não oferecer riscos à saúde. Portanto, seu uso representa uma alternativa prática e divertida para o estudo de conceitos químicos, principalmente em escolas, contribuindo para uma aprendizagem mais inclusiva, visual e significativa.
Referencias
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