Corantes alternativos para a visualização de células sanguíneas em aulas práticas de ciências e biologia
DOI:
https://doi.org/10.59033/cm.v11i2.1863Palavras-chave:
Aulas práticas, Procedimento alternativo, Ensino, Tecido sanguíneoResumo
A aula prática para a visualização de células sanguíneas, apesar de relativamente simples de ser conduzida, exige uma mistura de reagentes destinados especificamente para demonstrar características típicas dos componentes do tecido sanguíneo. O objetivo desse trabalho foi desenvolver um protocolo alternativo, barato e criativo para a coloração de células sanguíneas, usando substâncias que podem facilmente ser encontradas em farmácias e supermercados, a fim de facilitar a realização de aulas práticas com essa temática. O procedimento foi desenvolvido e testado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Bom Jesus da Lapa – BA, no âmbito das disciplinas ministradas pela autora deste trabalho, no primeiro semestre de 2024. Assim, escolheu-se diferentes substâncias de pH básico, alcalino e ácido para a realização dos testes, a saber: corante alimentício de várias cores, violeta genciana (solução 1%), urucum (solução à 3%), vinagre corado artificialmente e vinagre de vinho tinto. Após a análise cuidadosa de diversos arranjos com as diferentes substâncias alternativas para coloração e visualização de células sanguíneas, chegou-se à conclusão que a melhor combinação foi vinagre de vinho tinto e violeta genciana (solução 1%). Dessa forma, apresenta-se aqui uma solução alternativa, barata e de fácil acesso para a coloração de células sanguíneas, sem o uso dos corantes tradicionalmente adotados nas aulas práticas. Em escolas que não possuem os reagentes necessários e que não tem a perspectiva de adquiri-los, essa possibilidade facilita a demonstração prática das propriedades e dos componentes do tecido sanguíneo, facilitando o processo de ensino-aprendizagem desse conteúdo.
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