A vida na roça e a travessia para o centro urbano
um estudo autoetnográfico
DOI:
https://doi.org/10.35642/rm.v10i2.1673Keywords:
Migração rural-urbana, Identidade, Território, ResiliênciaAbstract
Este artigo é um exercício de memória e afeto, escrito em primeira pessoa, que utiliza a autoetnografia como método, tanto autobiográfico quanto etnográfico, para explorar a relação entre identidade, território e resiliência. Por meio de fragmentos de uma infância vivida na zona rural, até a migração para a capital, narro as lições colhidas no contato íntimo com a terra, os desafios da subsistência e o impacto da transição para o urbano. Tem-se por objetivo contribuir para a compreensão da complexa teia que une identidade, território e resiliência, ofertando um olhar sensível sobre o ato de migrar e a necessidade de se reinventar em um novo contexto. A escrita busca honrar a linguagem simples da roça, onde cada palavra carrega um universo de significados, ao mesmo tempo em que dialoga com as teorias acadêmicas que iluminam a complexidade da experiência humana no período da infância, alcançando a consciência identitária.
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