A vida na roça e a travessia para o centro urbano

um estudo autoetnográfico

Authors

DOI:

https://doi.org/10.35642/rm.v10i2.1673

Keywords:

Migração rural-urbana, Identidade, Território, Resiliência

Abstract

Este artigo é um exercício de memória e afeto, escrito em primeira pessoa, que utiliza a autoetnografia como método, tanto autobiográfico quanto etnográfico, para explorar a relação entre identidade, território e resiliência. Por meio de fragmentos de uma infância vivida na zona rural, até a migração para a capital, narro as lições colhidas no contato íntimo com a terra, os desafios da subsistência e o impacto da transição para o urbano. Tem-se por objetivo contribuir para a compreensão da complexa teia que une identidade, território e resiliência, ofertando um olhar sensível sobre o ato de migrar e a necessidade de se reinventar em um novo contexto. A escrita busca honrar a linguagem simples da roça, onde cada palavra carrega um universo de significados, ao mesmo tempo em que dialoga com as teorias acadêmicas que iluminam a complexidade da experiência humana no período da infância, alcançando a consciência identitária.

 

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Ana Cristina de Jesus Santana, Universidade Católica do Salvador

    Psicóloga Clínica. Doutoranda junto ao PPGFSC (UCSal); Mestra em Família (UCSal). Membro do grupo de pesquisa FABEP (UCSal); Mestrado Internacional em Terapias Psicoexpressivas e Artes Terapêuticas (IASE-Espanha); Graduada em Direito (UCSal). MBA em Gestão Empresarial pela (FGV). Neuropsicóloga (CFP). Mediadora judicial junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, atuando com famílias.

References

Referências

BARROS, M. de. (2010). Poesia completa. Leya.

BARROS, Manoel de. Memórias inventadas: terceira infância. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.

BAUMAN, Z. (2005). Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Jorge Zahar

CIAMPA, A. C. (1987). A estória do Severino e a história da Severina.São Paulo: Editora Brasiliense

CYRULNIK, Boris. Os patinhos feios. Tradução Monica Stahel. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

DUBAR, C. (1997). Para uma teoria sociológica da identidade. A socialização. Porto: Porto Editora.

ÉLDER GH Jr e Giele JZ (2009). Estudos do Curso de Vida. Um Campo em Evolução. Em Élder GH Jr e Giele JZ (Orgues.), A Arte da Pesquisa do Curso de Vida (pp. 1–28). Nova York, Londres: The Guilford Press.

EVARISTO, C. (2016). "A gente combinamos de não morrer". In Olhos d'água (p. 99). Companhia das Letras

EVARISTO, C. (2007). A escrevivência e os seus subtextos. Disponível em: https://presencial.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/404636/mod_resource/content/1/EVARISTO%20A%20escrevivencia%20e%20seus%20subtextos.pdf acessado em 10.05.2025

ELLIS, C., & Bochner, A. P. (2000). Autoethnography, personal narrative, reflexivity: Researcher as subject. In N. K. Denzin & Y. S. Lincoln (Eds.), Handbook of qualitative research (2nd ed., pp. 733–768). Sage Publications.

ERIKSON, E. H. (1968). Identity: Youth and crisis. W. W. Norton & Company.

GOTTMANN, Jean. The Significance of Territory. Charlottesville: The Univ. Press of Virginia, 1973

HALL, S. (1996). Questions of cultural identity. Sage.

HALL, S. (2006). A identidade cultural na pós-modernidade (11ª.Edição). São Paulo: DP&A

HOOKS, B. (2019). Pertencimento: Uma Cultura de Lugar. São Paulo: Elefante.

HOLLING, C. S. Adaptive Environmental Assessment and Management. 1978.

HUSSERL, Edmund. A Idéia da Fenomenologia. Tradução de Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1907/2000.

INGOLD, T. In: Antropologia: para que serve? Petrópolis, RJ: Vozes, 2019, p. 24-32.

MICELI, S. (1984). A elite intelectual e a questão nacional. Companhia das Letras.

MORAES, M. C. L. de; RABINOVICH, E. P. Resiliência: Uma Discussão introdutória. Rev. Bras. Cresc. Desenv. Hum., São Paulo, v. 6, n. 1/2, 1996. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/jhgd/article/view/38369. Acesso em 25 Out 2021. DOI: https://doi.org/10.7322/jhgd.38369

NASCIMENTO, B. Kilombo e memória comunitária: um estudo de caso. Revista Estudos Afro-Asiáticos, Rio de Janeiro: CEAA/UCAM, v. 6-7, p. 259-265, 1982.Onde eu estou, eu estou. Quando eu estou, eu sou. (ÔRÍ, 1989, s.p.) 17 Page 10 Sankofa. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana Ano XIII, NºXXIII, abril/2020

RABINOVICH, E. P. Eu/nós: História e autoetnografia. Revista Ouricuri. v.14, n.1. 2024, p.01-13. jan./jul., Dossiê http://www.revistas.uneb.br/index.php/ouricuri | ISSN 2317-0131 DOI: https://doi.org/10.59360/ouricuri.vol14.i1.a18456

SANTOS, Antonio Bispo. Somos da terra. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, n. 12, p. 44-51, ago. 2018.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.

SANTOS, Milton. Território e Sociedade. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2000b.

SOMÉ, Sobonfu. O espírito da intimidade. Ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar. Tradução: Deborah Weinberg. São Paulo: Odysseus Editora, 2007.

SOUZA, V. L. T. Revista Semestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, SP. Volume 15, Número 1, Janeiro/Junho de 2011: 35-42.

TUAN, Y. F. (1977). Space and place: The perspective of experience. University of Minnesota Press.

TUAN, Yi-Fu. Geografia Humanística. Anais da Associação de Geógrafos Americanos, v. 66, n. 2, junho/1976.

Published

2026-02-04

Issue

Section

NÚMERO ESPECIAL: “Sobre si, os seus e o mundo – trajetórias de famílias da roça em autoetnografias”

How to Cite

A vida na roça e a travessia para o centro urbano: um estudo autoetnográfico. Revista Macambira, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 1–19, 2026. DOI: 10.35642/rm.v10i2.1673. Disponível em: https://revista.lapprudes.net/RM/article/view/1673. Acesso em: 6 feb. 2026.