La historia de mi abuela y la fuerza feminina que transciede el tempo
DOI:
https://doi.org/10.35642/rm.v10i2.1752Palabras clave:
Abuela, Mujer, Zona RuralResumen
En este texto narro mis recuerdos de infancia en la zona rural de Chapada Velha, Bahía. Resalto la fuerza y la resiliencia de mi abuela, a quien considero un símbolo de resistencia femenina. Describo mi percepción sobre su trayectoria: una mujer que, a pesar de las convenciones patriarcales, buscó ampliar sus horizontes, aunque en algunos momentos cediera a las presiones sociales de la época. Recuerdo también las prácticas de acogida comunitaria, promovidas por mi abuela, que fortalecían la idea de sororidad y protección femenina en el contexto del poblado donde vivía. Entiendo el entrelazamiento entre la historia de vida de mi abuela y la transformación social de las mujeres a lo largo de las décadas, destacando algunos hitos como el Estatuto de la Mujer Casada (1962) y la Ley Maria da Penha (2006). Aun así, reconozco que su visión del feminismo era recibida de manera ambigua, pues lo percibía a través de los estereotipos de su tiempo. Mis recuerdos están marcados por la relación de cercanía entre nosotras y por el impacto de perderla. Desde esta perspectiva, refuerzo la importancia de leer el diario de memorias que mi abuela escribió, el cual me proporcionó una nueva comprensión de sus vivencias, ayudándome a resignificar mi propio duelo frente a su partida.
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Referencias
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