A história de minha avó e a força feminina que transcende o tempo
DOI:
https://doi.org/10.35642/rm.v10i2.1752Palavras-chave:
Avó, Mulher, Zona ruralResumo
Neste texto, narro minhas memórias de infância na zona rural da Chapada Velha, Bahia. Destaco a força e a resiliência da minha avó, que entendo como símbolo de resistência feminina. Descrevo minha percepção sobre a trajetória dela: mulher que, apesar das convenções patriarcais, buscou ampliar seus horizontes, mesmo que em alguns momentos tenha cedido às pressões sociais da época. Relembro também práticas de acolhimento comunitário promovidas por minha avó, que fortaleciam a ideia de sororidade e proteção feminina no contexto do povoado em que vivia. Entendo o entrelaçamento entre a história de vida da minha avó e a transformação social feminina ao longo das décadas, destacando alguns desses marcos. Ainda assim, compreendo que a visão de feminismo era recebida de forma ambígua por ela, que o percebia através de estereótipos da época. Minhas memórias são marcadas pela relação de proximidade entre nós e pelo impacto de perdê-la. Nessa perspectiva, reforço a importância de ler o diário de memórias que minha avó escreveu, o qual me proporcionou uma nova compreensão de suas vivências, ajudando-me a ressignificar meu próprio luto diante da sua morte.
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